EXPOSIÇÃO

Medida do mundo*
A exposição coletiva dos cinco artistas surge tanto por afinidades afetivas como pelo uso comum da fotografia, do vídeo e do gesto performático como instrumentos de expressão da prática artística. A câmera funciona como prolongamento e meio de revelação do corpo e do entorno. O ato de registro funda a partir do lugar concreto um lugar de intermédio – frestas entre o real e o imaginário. Medir é comparar grandezas, quantificar partes. Área, capacidade, comprimento, potência, sentido ou formalidade. O que fica evidenciado em Medida do mundo é a forma como o reconhecimento de certos contextos do real emerge nos processos individuais dos cinco artistas. O ponto de vista particular como unidade de medida é a noção que guia o contato com os trabalhos.




Artistas: Diego Amaral, Eduardo Montelli Isabel Ramil, Juliano Ventura e Letícia Bertagna

Abertura: 16/06 - sábado, 17h

Local
: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

Visitação
: até 05/08, de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h.

Conversa com os artistas
: 14/07, 17h


* Mostra selecionada pelo Edital de Exposições da Galeria Ecarta 2012



NOTA PÚBLICA
Repúdio à sanção
do Governo para
extinção das
fundações estaduais

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EXPOSIÇÃO Medida do mundo

Artistas e suas obras


Em Hipotenusa, instalação cuja montagem mistura fotografia, desenho e elementos como terra e vidro rachado, Diego Amaral explora o ambiente íntimo do quarto de dormir como lugar de criação e experimentação. Repensa a relação do corpo com a cama e as paredes que delimitam o espaço através do gesto de marcação.
   


Eduardo Montelliapresenta o vídeo Partilha, que mostra o estouro de uma noz podre em um ambiente urbano. Apresenta também a montagem Mergulho, em que a imagem de um gelo envolvendo um canudo é posta ao lado de uma sequência fotográfica que registra o movimento de uma formiga flutuando em um fundo azul. O gelo e o canudo funcionam de maneira harmônica na vida cotidiana, porém nas fotografias apresentadas, uma sutil mudança de posição recompõe a harmonia e função destes elementos. A proximidade na imagem da formiga faz com que o fundo, originalmente a água de uma piscina, se transforme em um azul abstrato e plurissemântico.
   

Alto Paraíso, de Isabel Ramil, é uma fotografia feita na periferia da cidade de Alto Paraíso, no estado de Goiás. Pensada para ocupar toda a extensão da parede da galeria, essa foto acaba alterando a percepção do espaço. As grandes dimensões, a extrema planaridade provocada por uma visão frontal, o verde chamativo da parede e a confusão das folhas de jornal da porta fechada, fazem desta uma imagem muito intensa que, ao invés de chamar o espectador para dentro de si, impõe-se como um bloqueio; não há nada para além dela. Em Exercícios contra uma parede, Juliano Ventura apresenta um conjunto de fotografias em que figuram objetos cotidianos destacados de seu contexto pelo exercício de criação de imagens e narrativas fragmentadas em que o olhar fotográfico é objeto de análise.

O vídeo Que é sempre presente e as fotografias do projeto Aqui surgem de uma investigação de Letícia Bertagna acerca do lugar e do tempo. No primeiro, o ambiente doméstico se torna estranho e instável ao ser invadido por elementos externos, possibilitando outra percepção da arquitetura e da vivência temporal de uma casa. No segundo, Letícia leva ao espaço expositivo os registros de uma ação continuada em que prega pregos com a inscrição “aqui” em determinados lugares da cidade, na tentativa de marcá-los no tempo e no espaço. A partir de vivências individuais e coletivas, busca observar momentos e situações cotidianas que incitem relações entre permanência e fugacidade e que atentem para as pequenas modificações que o espaço urbano pode proporcionar aos indivíduos que vivem ali. Quando se percebe transformada, Letícia realiza a ação.
   
A moradia e os elementos que constituem uma cidade, bem como suas formas de identificação e habitação, são fonte de pesquisa e disparadores dos processos artísticos em Medida do mundo. Espaços e lugares constroem o universo e a atmosfera em que os trabalhos estão inseridos. Grandezas e unidades que se comparam umas com as outras, criando relações, identificações e estranhamentos em uma escala não-definida. Medição como exercício simbólico e prolífico, assumidamente infinito. Ação e observação, apenas.


Confira fotos da abertura da exposição


 Apoio:
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