Sobreimagem

A mostra reúne um grupo de jovens artistas, todos ligados ao Instituto de Artes da UFRGS, que se debruçam sobre a fotografia e suas possibilidades de desdobramento. A fragmentação, a sobreposição e a seqüencialidade são alguns dos procedimentos utilizados na busca de novas possibilidades. Tradicionalmente associada à idéia de registro de acontecimentos ou de documentação comprobatória da realidade, a fotografia tem aqui seus estatutos colocados em cheque. São novas maneiras de trabalhar, alinhadas com as mais recentes pesquisas sobre as possibilidades de criação de imagens. É importante salientar que estas experimentações não são apenas formais, mas tem como objetivo último refletir sobre o humano na contemporaneidade, suas fantasias, suas dúvidas e suas interrogações.
NOTA PÚBLICA
Repúdio à sanção
do Governo para
extinção das
fundações estaduais

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- Camila Schenkel trabalha com a fragmentação da imagem, discutindo de maneira bastante direta a fotografia como documento identitário. Para tanto, utiliza como suporte pequenos estojos plásticos, normalmente utilizados para fotos 3x4. O que era retrato torna-se então a representação de qualquer um;

- Kátia Costa, que trabalha com objetos e fotografias, apresenta imagens construídas a partir de jogos de espelhos, multiplicando os planos e ângulos de observação;

Temos ainda três artistas que, de maneiras totalmente diferentes, trabalham as sobreposições:

- Michal Kirschbaum trabalha também com o acaso. No seu processo, ela fotografa mais de uma vez sobre o mesmo negativo, não tendo assim controle absoluto sobre os resultados. Surgem assim imagens híbridas, como camadas sobrepostas, que tem que ser descobertas pelo espectador;

- Rafael Johann apresenta fotografias pinhole, que são obtidas em câmeras rudimentares, feitas de lata, construídas pelo próprio artista. O que surge são paisagens, nas quais a sobreposição de elementos naturais cria imagens distorcidas, com cores fortemente saturadas;

- Rochele Zandavalli também utiliza o mesmo princípio, porém de uma maneira mais calculada e sob controle. Ela produz slides, com imagens e texturas, que são projetados sobre personagens, em um cenário previamente montado. Neste caso, a sobreposição se dá no plano real e, o que nos é apresentado, é o registro deste momento.

Finalmente, temos o trabalho de Priscilla Zanini, que nos mostra uma seqüência fotográfica, que é apresentada como um vídeo. Ela nos possibilita ver a passagem do tempo, que normalmente é congelado na fotografia. Em uma clara referência ao cinema, que tem no tempo sua característica fundamental, ela utiliza ainda legendas, que provocam ruídos no sentido das imagens.

O que podemos ver nesta mostra são seis jovens artistas pesquisadores, que buscam, de diferentes maneiras, ampliar as possibilidades de utilização da fotografia, procurando a melhor maneira de colocar seus questionamentos.

Alfredo Nicolaiewsky
Diretor do Instituto de Artes da UFRGS

Visitação: 07/12 a 20/01/2008 - de terça a domingo, das 10h às 19h
Local: Fundação ECARTA - Av. João Pessoa, 943 - Porto Alegre - RS
Fone (51) 4009-2970

Obs.: Nos sábados em que houver apresentação do Ecarta Musical
a exposição ficará aberta das 10 às 14 horas.

As exposições da Galeria Ecarta são estendidas ao Azul Cobalto Café (Lima e Silva, 744 - Porto Alegre), numa parceria que visa ampliar a divulgação da produção artística para além do espaço institucional.
Fotos da abertura da exposição - dia 6 de dezembro
Fotos: René Cabrales
 
Detalhe obra
Rafael Johann
Detalhe obra Camila Schenkel
Detalhe obra Kátia Costa
Detalhe obra Rochele Zandavalli
Detalhe obra Priscilla Zanini
Detalhe obra Michal Kirschbaum

   Apoio:

Fundação Cultural e Assistencial ECARTA
Av. João Pessoa, 943 - Porto Alegre - RS - Brasil - Fone: 51-4009.2970
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