Galeria de Arte
CASA PARALELA

Thiago Reis, Adriane Hernandez, Carolina Moraes Marchese e Bianca Dornelles apresentam trabalhos que relacionam poética articulada pelo cotidiano doméstico, pela interação, pelo acolhimento e pelo design. As obras trazem uma vontade de compartilhamento com o público, uma espécie de acolhida, condizente com o caráter que os artistas querem atribuir à Casa Paralela, espaço independente que administram em Pelotas, e que dá nome à mostra. Os objetos propostos reforçam a sensação de familiaridade pelo reconhecimento de texturas, de padrões visuais, de sensações táteis. Porém, estes dados se apresentam reconfigurados em novas e inusitadas formas.

Abertura
7 de novembro de 2013, às 19h

Visitação
Até 8 de dezembro, de 2013, de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h.
Excepcionalmente no sábado, 7/12 e domingo 8/12, a galeria estará fechada para visitação.

Local
Galeria Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

Informações
51 4009.2071


NOTA PÚBLICA
Repúdio à sanção
do Governo para
extinção das
fundações estaduais

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Segredos da Mesa, de Adriane Hernandez, é um trabalho com colagem de tecidos com padrão xadrez, azul e branco, que remete à toalha de mesa. O tecido é autocolante e fragmentado em pequenas formas triangulares, usadas para recobrir banquinhos, que tem suas pernas cortadas em ângulo e, ao serem fixados na parede, parecem projetar-se para fora dela. Atrás dos banquinhos a parede é recoberta pelo mesmo tecido em forma de nuvem e com volumes esféricos que são fixados em toda a extensão. Na proximidade, pendurados em cabides, três capuzes, revestidos do mesmo modo, com o mesmo tecido e com os volumes esféricos. Os capuzes podem ser vestidos e os participantes podem tirar fotos, experimentando fundir-se, sozinho ou com mais duas pessoas, com a "paisagem" que se projeta na parede. Os efeitos visuais da camuflagem incorporam mais ludicidade ao trabalho que confunde quem vê apenas a imagem, mas também brinca com outros sentidos, como o tato e a percepção auditiva. Rememorações também são ativadas de imediato pelos objetos do cotidiano como a toalha de mesa e os bancos.

Monos, de Bianca Dornelles, é uma instalação que conta com três elementos: uma caixa com moldura preta laqueada estilo rococó, que em seu interior contém bolas de pelo sintético pretas. A compressão do material dentro da caixa gera uma visualidade dúbia, entre pintura e fotografia. O segundo elemento é uma quantidade significativa desse mesmo material em pelo disposto no chão, sugerindo a ideia de que podem ter caído da caixa e que se multiplicam, como se estivesse ocorrendo uma infestação. Ao mesmo tempo, estimula os sentidos do espectador, provocando uma participação. O terceiro elemento é sonoro, o som de um mico leão dourado, que foi escolhido por se confundir com o ruído de muitos animais. Esse som foi editado e possui efeitos de reverberação e delay, o que gera uma expansão sensorial do espectador no espaço, fortalecendo um paradoxo implicado na instalação sobre natureza em meio a efeitos e materiais sintéticos.

Contra Planos (módulo hexagonal), de Thiago Reis, é uma instalação composta de diversos hexágonos estofados que parecem pequenas almofadas dispostas na parede e no chão. A montagem lembra um revestimento, pela ideia de mosaico, composição, serialidade e repetição, cobrindo uma parte da parede e chão onde estão colocados. Tais objetos correspondem a um certo padrão, definido pelo artista, que destaca dois interesses: num primeiro momento é mais importante sugerir um dispositivo que reaja ao corpo e também crie padrões diferentes de encosto, conforto e, em um segundo momento, procura articular uma ideia de uso a partir de módulos estandartizados, ou seja, compactando necessidades básicas humanas a um formato fixo.


Hospedeiro, de Carolina Moraes Marchese, é parte de um conjunto maior de trabalhos desenvolvidos no decorrer do curso de mestrado em Poéticas Visuais, onde faz uma reflexão sobre a sua prática de desenho, relacionada com a observação de fungos e seres vegetais. Hospedeiro nasceu de uma experiência de desenhar com linhas já existentes (o fio de lã, a linha de bordado) e formar desenhos-objetos tridimensionais. Aqui, o trabalho em tricot, realizado desde a infância com fins utilitários, é redescoberto: não segue uma carreira até o fim e vai apenas até o meio; aumenta e reduz o número de pontos de maneira aleatória; une partes distintas; tricota com mais de duas agulhas simultaneamente; etc. O que resulta é impossível de prever ou projetar. O fazer é muito próximo do ato de utilizar canetas ou pincéis para desenhar. É ainda um desenho. Um desenho para ser tocado, experimentado, vestido.

CASA PARALELA
Espaço independente, na cidade de Pelotas/RS. Inaugurado em dezembro de 2011, abriga exposições de arte contemporânea, tendo realizado, desde então, as seguintes mostras: A Casa Expandida; Paralelo 31; Desenhos, mentiras e outras verdades; Sobre o amanhã; O entorno dá voltas ao redor; Desenho em obra e Mercado Paralelo. Recebendo os artistas Túlio Pinto, Ricardo Cristofaro, Daniel Acosta, Chico Machado, Lilian Maus, Ricardo Izquierdo, Giancarlo Lorenzi, Jander Rama, Alex Sernambi, Guilherme Peters, Ismael Monticelli, Guilherme Dable, entre outros.

 

 Apoio:
  Província  
Gráfica e Editora Relâmpago
Sinpro/RS - Sindicato dos Professores do RS

Fundação Cultural e Assistencial ECARTA
Av. João Pessoa, 943 - Porto Alegre - RS - Brasil - Fone: 51-4009.2970
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