Galeria de Arte
EXPOSIÇÃO

SYMPATHY FOR THE INVISIBLE

Sympathy indeed, in the sense of the sympathy with the invisible is the great test of man’s grandeur, as an earthly combining with a celestial.
Thomas de Quincey



Sympathy for the Invisible – Afinidade pelo Invisível –
apresenta quatro artistas contemporâneos dinamarqueses –, Søren Thilo Funder, Ulrik Heltoft, Marie Kølbæk Iversen, Jakob Kirkegaard e formando a dupla AVPD, Aslak Vibæk e Peter Døssing. Os artistas trabalham com imagens em movimento e outras mídias – fotografia, som e meta-arquitetura – unidos através de um idioma de estética limpa e minimalista e o interesse comum em investigar a experiência cultural. A exposição foi pensada como um intercâmbio artístico das diferenças percebidas entre estas culturas, de certa forma, contrastantes: a nórdica/dinamarquesa e a latino-americana/brasileira.

O título da mostra faz referência a uma ideia conceitual que permeia o trabalho destes artistas. Focalizando em trabalhos que lidam com noções do místico e do ritual, Sympathy for the Invisible traz uma interpretação externa de aspectos de um ideário de espaços paranormais, espiritualidade, religião e superstições modernas, abarcando tanto as culturas religiosas brasileiras quanto a mitologia nórdica.

Guillermo Creus e Aukje Lepoutre Ravn
Curadores

Local: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

Inauguração: 6 de dezembro de 2012, às 19h

Visitação: de 7 de dezembro a 27 de janeiro de 2013, de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h

Informações: 51 4009.2071
NOTA PÚBLICA
Repúdio à sanção
do Governo para
extinção das
fundações estaduais

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OS ARTISTAS | AS OBRAS

Marie Kølbæk Iversen (1981) – Tomando inspiração da teoria do caos, da natureza e de seus padrões gerados randomicamente – como ondas, nuvens ou luz – cria imagens complexas e manipuladas digitalmente que intrigam nosso entendimento do tempo e do espaço. Suas instalações geralmente empregam tecnologia de vídeo em circuito fechado e vários sistemas cibernéticos que exploram ideias de percepção e representação. Para a mostra, a artista irá criar especialmente uma vídeo-instalação inédita baseada em sua residência e pesquisa no Brasil.

Ulrik Heltoft (1973) – Nos trabalhos encontra-se o artista encenando situações absurdas que são definidas e limitadas sempre pelo conceito de tempo. Para Sympathy for the Invisible, Heltoft apresenta uma projeção de seu filme em 16mm 20602060 é a terceira parte de uma trilogia recente: 1848/1954/2060. O filme apresenta um homem em trajes futuristas em uma caminhada circular e contínua por uma paisagem estéril de deserto. Ao projetar repetidamente – em loop – a imagem do homem futurista, o trabalho de Heltoft especula sobre nosso contínuo desejo de conhecer nosso futuro mesmo estando aprisionados no tempo presente.

Jacob Kirkegaard (1975) – Inspirado pela música concreta, o artista cria seus notáveis trabalhos usando gravações de sons reais. Utilizando métodos e equipamentos de gravação pouco ortodoxos, o artista captura raros e desconhecidos sons e tonalidades de lugares que não são geralmente identificados pela sonoridade. Kirkegaard já gravou os sons dos gêiseres, o canto da areia do deserto de Oman, a usina nuclear de Chernobyl e os sons do ouvido interno humano. Sua contribuição para a mostra é a bela e misteriosa peça de áudio Celestial Road, que consiste de gravações dos sons ambiente do espetacular fenômeno natural da aurora boreal, também chamado de Luzes do Norte.

Søren Thilo Funder (1979) – Através do uso de narrativas cinemáticas, coreografia e mise-em-scène, a performance baseada em vídeo Council of Citizens explora a precariedade da sociedade contemporânea e o elo perdido entre a política e o  político – envolto em escuros tons tribais. Um conselho de cidadãos é reunido para apresentar o ritual do círculo comunal. A performance espelha as qualidades ritualísticas das operações dos sistemas da política – votações, acordos e comunicados públicos. Em um suporte aquecido, a teatralidade da política ordinária é imitada pelas ações do conselho. Folclore local e gestos políticos se misturam a elementos subculturais contemporâneos globais, criando um encontro entre tradição e tendência no objeto metropolitano.

Sympathy for the Invisible é uma colaboração entre o artista e curador argentino/brasileiro baseado em Nova York Guillermo Creus, fundador da plataforma curatorial on-line Fortress to Solitude, e a historiadora da arte e curadora dinamarquesa Aukje Lepoutre Ravn – diretora do Traneudstillingen Exhibition Space, em Copenhague, Dimamarca.

Mais informações sobre o projeto em www.fortresstosolitude.com/projects

Confira fotos

 Apoio:
  Província  
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Sinpro/RS - Sindicato dos Professores do RS

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