Galeria de Arte
EXPOSIÇÃO

Os Nau Caminhos


Os Nau Caminhos
apresenta trabalhos em fotografia, vídeo, instalação e performance sonora de Roger Canal. Autodidata, herdeiro do espírito punk do faça-você-mesmo, Canal cruza fronteiras entre artes visuais, música e literatura, em busca de uma poética que tem no movimento do caminhar e no gesto da caligrafia dois de seus principais motores. O mesmo que impulsionou o artista em caminhos desconhecidos, da música à fotografia, do vídeo à poesia visual, do teatro à intervenção urbana, sem jamais abandonar um ou outro meio, o levou também a ambientes urbanos e suburbanos, praias e terrenos baldios, onde ele produz – seja riscando com suas canetas ou capturando com sua câmara – a escrita vagante das ruas.
“Me interessam desconstruções, ruínas, lugares inabitados. Proponho uma relação com a arquitetura, as poéticas da arquitetura, usando ideias da Internacional Situacionista, de Guy Debord e companhia, e flertando com a poesia do pixo”, diz o artista.
Caracterizada pelo deambular nas cidades, a psicogeografia, o estudo dos efeitos da geografia nas emoções e no comportamento humanos, se encontra com a máxima expressão brasileira da marginalidade e da urbanidade. A cidade transforma-se em suporte.

Leo Felipe
Curador


Local: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)

Inauguração: 14 de março de 2013, às 19h

Visitação: Até 28 de abril de 2013, de terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h

Informações: 51 4009.2071
NOTA PÚBLICA
Repúdio à sanção
do Governo para
extinção das
fundações estaduais

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As obras

Nas séries fotográficas, Roger Canal explora a potência gestual e pictórica da caligrafia popular, registrada em avisos num bar do Recife Antigo e no casebre de um louco solitário, habitante da praia de Maria Farinha. Para além de seu sentido de publicidade marginal ou de linha que prende à razão, as garatujas nas paredes sujas capturadas pelo artista são como pinturas de ação, dotadas de perturbadora beleza. Sabemos que a relação entre caligrafia e pintura remonta à antiga China, mas se lá o que anima o trabalho é o sentimento de maestria e inspiração milenares, aqui o que move o gesto é o delírio de embriaguez e loucura, solidão e esquecimento. Canal registra os índices desse gesto insano, compondo-os através da lente de sua câmera. Fotografias de escritos que se parecem pinturas, um tipo de poesia que não é semântica, é poesia visual.

Nos Lomokinos (breves filmes mudos feitos com a câmara compacta russa Lomo), a paisagem de ruas, praias e pedras passa a revelar a escrita do próprio artista, a qual ele chama de Maldita Poesia: é o escrever efêmero nas paredes da cidade, o inventar de palavras, o vagar sem rumo definido e os encontros com os seres e perigos da noite. Escrever é como caminhar primeiros passos.

Usando objetos encontrados, sua própria caligrafia e cartazes, Roger Canal também produzirá uma instalação.
No dia de abertura, apresentará uma performance inédita que traduzirá em sonoridades as ideias que vagam em torno desta exposição. Ele usará escritas, colagens, carimbos, objetos lúdicos que encontrou, escreveu ou produziu na época desses trabalhos. E com o som a proposta é essa: o desafio de estabelecer esse elo.

Fotos: Igor Sperotto
 


Confira fotos

 Apoio:
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